
16 MARÇO 2026
DIOCESE DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS (PR)
Na noite do dia 12 de março, a Coordenação da Ação Evangelizadora Diocesana (AED) e a Comissão Sinodal Diocesana (CSD) promoveram o Momento Formativo Diocesano – Sinodalidade em Movimento, transmitido pelo canal oficial da Diocese no YouTube . O encontro reuniu lideranças paroquiais, membros dos Conselhos Missionários Pastorais Paroquiais (CMPP) e das Equipes Sinodais Paroquiais (ESP) para aprofundar a Fase de Implementação do processo sinodal na vida das comunidades.
A abertura foi conduzida por Zilda de Fátima Muliki dos Santos, membro da Comissão Sinodal Diocesana, que acolheu os participantes e recordou alguns passos já realizados pela Diocese no caminho sinodal. Entre eles estão os momentos de formação com o Conselho Missionário Pastoral Diocesano (CMPD) ao longo de 2025, encontros com os Conselhos Missionários Pastorais Paroquiais, a realização de uma live diocesana sobre a fase de implementação do Sínodo e as Assembleias Subsetoriais, realizadas em novembro do ano passado, que reuniram todas as paróquias em momentos de oração, escuta e discernimento comunitário.

Na sequência, os participantes foram conduzidos a um momento orante, guiado por Geisy Cristine Machado, secretária da AED, que convidou todos a refletirem sobre três palavras fundamentais do caminho sinodal: comunhão, participação e missão.

IDENTIDADE E MISSÃO DAS EQUIPES SINODAIS PAROQUIAIS
O primeiro tema da noite foi apresentado pelo professor Diogo Marangon Pessotto, que refletiu sobre a identidade e a missão das Equipes Sinodais Paroquiais (ESP).
Em sua fala, ele recordou brevemente o caminho do processo sinodal vivido pela Igreja. O percurso teve início em 2021, quando o Papa Francisco convocou o Sínodo sobre a sinodalidade. Entre 2021 e 2023 aconteceu a escuta das comunidades em todo o mundo. Em seguida, nos anos de 2023 e 2024, foram realizadas as assembleias sinodais no Vaticano, que culminaram na publicação do Documento Final do Sínodo. Agora a Igreja vive a Fase de Implementação, que se estende de 2025 a 2027 e deverá culminar em uma assembleia eclesial em 2028, quando serão recolhidas as experiências das comunidades e dioceses.

Nesse contexto, Diogo destacou que uma das primeiras tarefas das Equipes Sinodais Paroquiais é conhecer e ajudar as comunidades a conhecerem esse caminho sinodal, permitindo que todos compreendam o processo que a Igreja está vivendo e os passos que ainda serão dados.
Outro ponto importante apresentado foi o próprio Documento Final do Sínodo, que orienta a Igreja a viver três conversões fundamentais: a conversão das relações, a conversão dos processos e a conversão dos vínculos. Essas três dimensões estão profundamente ligadas às três palavras centrais do caminho sinodal: comunhão, participação e missão.
Ao aprofundar o papel das Equipes Sinodais Paroquiais, Diogo explicou que elas não são uma nova pastoral nem substituem os organismos já existentes na paróquia. Trata-se de um grupo de pessoas, em nível paroquial, que tem a missão de animar, propor e registrar o caminho sinodal da comunidade.
Animar significa incentivar e entusiasmar as lideranças e os fiéis a viverem a sinodalidade na vida da Igreja. Propor significa sugerir práticas e experiências que ajudem a comunidade a caminhar de forma mais participativa e missionária. Já registrar significa acompanhar e documentar as experiências realizadas nas paróquias, para que possam ser avaliadas e compartilhadas com toda a Igreja.
Entre os papéis práticos das equipes, destacam-se o incentivo ao estudo do Documento Final do Sínodo, a promoção de encontros formativos e vivenciais sobre as três conversões propostas pelo documento, o apoio às pastorais e movimentos em experiências sinodais e a atuação em sintonia com o Conselho Missionário Pastoral Paroquial (CMPP).
Diogo também ressaltou que as equipes devem ser suporte e apoio para todos os sujeitos da comunidade paroquial, ajudando a promover uma cultura de escuta, diálogo e discernimento.
Por fim, explicou alguns passos para a organização das Equipes Sinodais Paroquiais, como a indicação dos membros pelas paróquias, a criação de um grupo diocesano de comunicação entre as equipes e a organização de um calendário de atividades voltado à escuta e ao discernimento comunitário.
Ele concluiu lembrando que cada equipe paroquial faz parte de um processo muito maior, que ultrapassa a própria paróquia e se conecta com a Diocese, o Regional, o Brasil, a América Latina e toda a Igreja no mundo.
AFUNÇÃO DO CONSELHO MISSIONÁRIO PASTORAL PAROQUIAL
Na segunda parte do encontro formativo, Léo Marcelo Plantes Machado, secretário executivo da AED, apresentou a reflexão sobre a funçãol do Conselho Missionário Pastoral Paroquial (CMPP) e sua articulação com as Equipes Sinodais Paroquiais (ESP) na Fase de Implementação do Sínodo.
Durante a exposição, destacou que o CMPP é o espaço ordinário de discernimento, planejamento, execução, acompanhamento e avaliação da ação evangelizadora da paróquia. Trata-se de um espaço profundamente eclesial e espiritual, no qual a comunidade, em comunhão com o pároco, busca discernir os caminhos da missão à luz do Evangelho e da ação do Espírito Santo.

Nesse ambiente são escutadas as realidades da comunidade, discernidos os caminhos pastorais e planejadas as ações evangelizadoras que ajudam a paróquia a responder aos desafios do tempo presente.
Léo Marcelo ressaltou também que a Fase de Implementação do Sínodo pede uma atuação articulada entre o Conselho Missionário Pastoral Paroquial e as Equipes Sinodais Paroquiais. Enquanto as equipes sinodais têm a missão de animar o dinamismo da escuta, do diálogo e da participação nas comunidades, o CMPP permanece como o espaço onde essas reflexões são acolhidas, discernidas e transformadas em decisões pastorais concretas.
Dessa forma, as duas instâncias não se sobrepõem, mas atuam de maneira complementar. A equipe sinodal ajuda a escutar a realidade das comunidades e a promover processos de participação, enquanto o conselho pastoral integra essas reflexões no planejamento e na condução da ação evangelizadora da paróquia.
Outro ponto apresentado foi o percurso pastoral proposto pela Diocese para o ano de 2026, com o objetivo de favorecer a implementação do Sínodo nas paróquias. Entre as iniciativas estão momentos formativos diocesanos e encontros paroquiais voltados ao estudo do Documento Final do Sínodo e ao discernimento pastoral sobre os passos que podem ser assumidos nas comunidades.
Nesse contexto, foi proposta a realização de três encontros formativos com os Conselhos Missionários Pastorais Paroquiais, em articulação com as Equipes Sinodais Paroquiais, previstos para os meses de abril, junho e setembro. Esses encontros terão como base o subsídio Caminho 19 – Quaresma e Tempo Pascal, que oferece um roteiro de reflexão inspirado no Documento Final do Sínodo e ajuda as paróquias a discernir práticas concretas para viver a sinodalidade.
O primeiro encontro, previsto para abril, propõe recordar o caminho sinodal já percorrido pela Igreja e refletir sobre o desafio de transformar a escuta em ações concretas na vida das comunidades. O segundo encontro, em junho, será dedicado às três conversões propostas pelo Sínodo, das relações, dos processos e dos vínculos, convidando as paróquias a repensarem suas práticas pastorais à luz da comunhão, da participação e da missão. Já o terceiro encontro, em setembro, terá um caráter mais prático, incentivando as comunidades a experimentar iniciativas concretas de sinodalidade e a aprender com as experiências vividas ao longo do caminho.
Ao concluir sua reflexão, Léo Marcelo destacou que a sinodalidade não se constrói apenas por meio de documentos ou reflexões teóricas, mas sobretudo pela prática da vida comunitária. Cada paróquia é chamada a se tornar um verdadeiro espaço de aprendizagem sinodal, onde a escuta, o diálogo e o discernimento ajudam a comunidade a crescer na corresponsabilidade e na missão.
PALAVRA DO BISPO
Encerrando o momento formativo, Dom Celso, bispo diocesano, dirigiu uma mensagem às lideranças presentes. Em sua reflexão, recordou que a implementação do Sínodo é um caminho que exige conversão, perseverança e paciência, pois se trata de um processo que se constrói passo a passo na vida da Igreja.

Inspirado na Carta de São Paulo aos Romanos (12,2), Dom Celso destacou a importância da renovação da mente e do coração para que a comunidade cristã possa discernir a vontade de Deus e avançar no caminho sinodal. Segundo ele, essa renovação ajuda a Igreja a transformar suas relações, processos e práticas pastorais, tornando-as mais evangelizadoras e a afirmou que “o processo de implementação não acontece de uma hora para outra. É um caminho que exige paciência e perseverança, mas que nos ajuda a crescer como Igreja que caminha unida”.
Dom Celso também incentivou as lideranças a não desanimarem diante dos desafios, recordando que a caminhada sinodal é um processo que envolve toda a Igreja e que convida cada comunidade a avançar no espírito de comunhão, participação e missão.
Ação Evangelizadora Diocesana (AED) e Comissão Sinodal Diocesana (CSD)
